Tudo sobre discos rigidos (HD – Hard disk)

28 de março de 2010 » Post Anterior:

Pois é, com a constante inovação da tecnologia e consequente atualização dos equipamentos, às vezes ficamos meio perdidos a respeito de alguns componentes que são fundamentais para o funcionamento da nossa máquina.

O HD é uma dessas peças. Com várias características a serem avaliadas, vale a pena uma visão mais minunciosa sobre este equipamento que é o local de armazenamento de todas as nossas informações. Reconhecer todas as características não é fácil. HDs têm dimensões específicas, capacidades de armazenamento, velocidades de acesso e transmissão de dados diversas, além de sistemas de conexão que evoluíram com o tempo. Para ficar a par de tudo isso, vamos tentar abordar resumidamente cada aspecto.

  • Sobre a capacidade, podemos dizer que dois fatores são importantes: número de discos e tipo de armazenagem. HD, como o próprio nome diz, é um dispositivo formado de discos rígidos, que são lidos magneticamente por uma cabeça de leitura. A partir daí podemos pensar que quanto mais discos, mais capacidade. Isso não está totalmente errado, mas antes devemos pensar em dois outros fatores, que são as dimensões e o tipo de armazenamento.
  • Quanto às dimensões, HD normalmente são encontrados em três dimensões básicas, que são de 1,8″, normalmente encontrados em Macbooks Air; 2,5″ nos demais notebooks e de 3,5″ polegadas, encontrados nos PCs de mesa. É importante observar que esta limitação nas dimensões também acaba por limitar o número de discos. Assim, discos rígidos de 2,5″, por exemplo, estão limitados a 2 discos físicos, enquanto os de 3,5″ ainda podem chegar a 4 discos.

    Enfim, o outro fator importante para designar a capacidade de armazenamento: discos mais recentes que chegam a 1 ou 1,5TB por exemplo, normalmente fazem uso desta tecnologia, que é chamada gravação perpendicular magnética. Esta técnica permite maior aproveitamento da superfície do disco, embora também possa significar maior instabilidade dos dados gravados, ou seja, a maior capacidade existe, mas com certos riscos.

  • A seguir, vejamos os tipos de conexão. Hoje em dia, o sistema de conexão que impera entre os HDs é o SATA, que é a abreviação para Serial ATA. Antes dele já existiram a ATA (ATA Advanced Technology Attachment) e o SCUSI, mas nenhum dos dois é muito difundindo atualmente. No entanto, para se entender a diferença no ganho entre o uso de um tipo de conexão e outro, basta pensar que hoje em dia podemos encontrar alguns HDs SATA que possibilitam a transferência de arquivos em até 6Gbps (Gigabytes por segundo), enquanto as últimas gerações de ATAs conseguiam transferências de, no máximo, pouco mais de 100Mbps.

    Pegando um gancho neste assunto, é óbvio que a velocidade do disco é muito importante, pois é ela que te permite fazer as operações de acesso e transferência com mais eficiência. Assim, não só a capacidade de transferir dados é importante, mas também sua capacidade de rotações por minuto, ou RPM, que é o que indica a velocidade de acesso aos dados ou setores do disco.

    Essas rotações atualmente podem chegar a até 15.000, mas o mais comum é encontrarmos velocidades de 7.200 para computadores de mesa e de 5.400 para notebooks, embora os mesmos possam possuir HDs mais velozes, mas que implicarão em um aumento do consumo de energia e, consequentemente numa menor duração da bateria.

  • Por último, devemos pensar que além da velocidade de busca e transferência de dados, um outro fator importante na hora de manipular dados é o tamanho do buffer de armazenamento, uma vez que é alí que ficarão armazenadas as informações a serem transferidas, ou seja, quanto maior for o buffer, mais informações poderão ser transferidas em um menor espaço de tempo.

Por fim, vale lembrar que ultimamente uma nova geração de HDs está surgindo. São os chamados SSD (Solid State Disc), que são discos de memória flash, ou seja, discos que não possuem discos físicos em sua estrutura, além de possuírem maior capacidade de armazenamento.

No entanto, o que também deve ser levado em conta é que, por enquanto, estes discos ainda não estão em um estágio de evolução alto o suficiente para proporcionarem as mesmas capacidades de armazenamento por um preço que seja competitível no mercado em relação os demais modelos de HDs existentes. Ou seja, o HD de discos ainda tem uma longa estrada pela frente antes que algo realmente ameaçador possa tomar o seu reinado.

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