Dicas infalíveis para aprender inglês
7 de março de 2010 » Post Anterior: Dual SIM, clonagem de chips SIM e desbloqueio
Apesar de todo o misticismo que existe em torno do assunto, estudar uma língua não é muito diferente de estudar qualquer outra coisa. Se você quer aprender e saber usar com eficiência, Matemática, Balé ou Alemão, os princípios básicos são praticamente os mesmos, embora passando desses, toda uma série de variações no hábito de estudo existirá, em decorrência da óbvia diferença entre os conhecimentos a serem adquiridos nos exemplos citados. Desta forma, existem algumas dicas que são básicas para todas as áreas. Após estas dicas, veremos alguns exemplos mais específicos para o aprendizado de líguas, ou mais particularmente, o Inglês.
Partindo do básico, devemos pensar que para aprender qualquer coisa você precisa de boas condições de estudo e também boas referências/material de estudo. Estas condições são simples e incluem minimamente: envolvimento, um espaço de estudo e um cronograma.
1. O envolvimento é o princípio básico para se aprender rápido e fácil qualquer coisa nesta vida. Sem ele as pessoas simplesmente não aprendem nada ou terão monstruosa dificuldade no aprendizado, porque exitirá sempre um bloqueio espontâneo da pessoa a respeito do que se estuda. Se alguém quer ser jogador de futebol, por exemplo, vai se impegnar mesmo que inconscientemente em fazê-lo em todas as ocasiões que puder (jogando na rua, fazendo embaixadas com bolinha de papel, ou driblando os amigos com a tampinha do refrigerante que acabou de cair no chão) e certamente evoluirá com muito mais qualidade do que o menino que foi colocado na escolinha de futebol pelo pai – para ele ter um tempo pra tomar cerveja com os amigos – mas acha aquilo uma droga… Por isso, antes de tudo, tente arranjar um empenho, mesmo que seja colateral. Se a língua por sí só não te atrái, pense nos porquês de estudá-las e assim, consiga se motivar ao fazê-lo. Aproveite verdadeiramente todas as chances que tiver de praticar, ler, estar em contato.
2. O espaço de estudo deve se adequar ao que se estuda, ou seja, da mesma forma que um atleta precisa de espaço para se exercitar e fazer movimentos, alguém que estuda línguas precisa de um lugar calmo, claro e organizado – que possa lhe dar tranquilidade e capacidade de concentração – para mater seu material de estudo. Uma mesa média e limpa, em um lugar da casa que seja confortável, bem iluminado e que lhe permita ter a mínima privacidade, já é o bastante.
3. O cronograma é fundamental para o desenvolvimento do aluno. Como exemplo, voltamos ao caso do atleta: se ele se exercita de menos, não evolui fisicamente. Se se exercita em excesso, passa a apresentar lesões que comprometem seu desenvolvimento ainda mais. Aquele que estiver estudando línguas deve fazer o mesmo, que é encontrar um tempo de estudo que lhe permita aprender, sem, com isso, se sobrecarregar. Esta, talvez seja uma das partes mais árduas e é exatamente aí que entra, na maioria dos casos, a necessidade da figura do professor porque, dentre as suas funções, um profissional sério não só irá lhe ensinar, mas irá avaliar constantemente seu rendimento, a fim de te fazer chegar a um equilíbrio entre a carga de estudo e a capacidade de assimilação. Como este assunto irá variar de forma gigantesca entre as pessoas, o mais importante aqui é lembrar que vale mais estudar pouco todos os dias que estudar muito quase nunca, ou seja, mantenha a frenquência e nunca exceda seu tempo de estudo, principalmente caso já esteja sentindo dificuldades de aprender o que está lendo. Não deixe pequenos problemas te travarem. Caso tenha muita dificuldade em algum ponto específico, anote sua dúvida em algum local, tente seguir adiante, caso seja possível. Mas nunca se esqueça de solucionar a dúvida mais tarde, com o dicionário, uma gramática ou perguntando a alguém mais experiente. Nunca deixe de solucioná-la, para que saltar todas as dificuldades não se torne um vício
Tendo visto as condições mais gerais, passemos ao mais específico no caso das línguas, que nos jogará ao inglês. Um professor meu uma vez me disse que, basicamente, uma pessoa conseguiria estudar com um bom dicionário, uma boa gramática, um bom método didático e algum material complementar. No entanto, quando tratamos do que é bom para cada indivíduo, tudo isso se torna um caos. Assim, vamos tentar analisar cada um desses elementos:
1. Dicionário: pode ser impresso ou eletrônico e, neste caso, tanto instalável quanto online. A melhor dica é que você use o suporte material que te deixar mais à vontade, porque, com o passar do tempo, o dicionário se tornará seu amigo inseparável. A respeito do tipo de dicionário, o mais aconselhável é sempre começar com uma edição bilíngue, no caso, Português-Inglês. Estes dicionários normalmente são resumidos e mais baratos, costumam possuir alguns problemas de tradução e nunca são 100% confiáveis, mas acredite: é a melhor ferramenta que você pode ter no início. Com o tempo, poderá tranquilamente adquirir e utilizar dicionários monolíngues que serão um apoio muito mais confiável, mas no início eles só te darão dor de cabeça e vontade de parar de estudar. Um último conselho a respeito deste ponto é: pratique sua leitura crítica ao usar um dicionário. Leia bem a definição da palavra que você procura e, se possível, leia também os exemplos de uso dela que o dicionário te dá. Digo isto porque palavras normalmente são polissêmicas, ou seja, possuem mais de um significado, e por isso a primeira palavra que aparecer em uma tradução dada pelo dicionário, nem sempre será aquela que você quer usar. Nunca me esquecerei das pérolas que já vi na minha vida por parte de estudantes que simplesmente abriam o dicionário e escreviam textos com as primeiras definições que achavam, como em “I like riding my bycicle because it”s lawful“. Bom, ironias à parte, ela deve estar certa, pois em poucos lugares do mundo andar de bicicleta seria ilegal. Se você não entedeu o sarcasmo, tudo bem, a idéia é realmente problematizar a questão. Antes de tudo, temos que pensar que ela escreveu lawful, que significa legal, mas não no sentido de doido, bacana, da ora, maneiro, satisfatório, etc., mas no sentido de permitido pela lei. Ao não se lembrar que em Português a palavra legal, tem esses dois sentidos, ela simplesmente usou o primeiro significado que o dicionário bilíngue lhe deu para a palavra e o escreveu na frase, gerando este pensamento, pelo menos estranho. Se ela tivesse lido cuidadosamente as outras traduções que o dicionário provavelmente deu para legal, ela provavelmente encontraria outras traduções mais adequadas ao que gostaria de dizer, como funny, great, coll, etc. Ou seja, não seja preguiçoso e leia direito o dicionário!
2. Gramática: assim como o dicionário, pode ser impressa ou digital e, como antes, cabe a cada um adquirir o tipo que lhe agrade mais. A respeito da ideologia por trás delas, você poderá encontrar gramáticas que são simples livros de regras, gramáticas que possuem exercícios e aquelas que são praticamente livros de exercícios. Eu gosto muito dos dois primeiros tipos. Do primeiro porque a idéia básica da gramática é te dar a sistematização(regra) por trás de um fenômeno linguístico e se isto está feito, para mim já está de bom tamanho. O segundo tipo, no entanto, lhe permite praticar com o objeto da dúvida que você acabou de tirar, o que pode ser não só interessante, mas obviamente útil, pois se você não encontrar um jeito de colocar em prática uma dúvida solucionada, ela provavelmente se tornará uma dúvida de novo em pouco tempo. Sobre a língua da gramática, não faz muito sentido que seja monolíngue. Sinceramente, eu acho que isso é um recurso mais importante para quem estuda na área da linguagem e precisa estar em contato com termos técnicos do que para quem quer aprender a ler, falar, entender – que é o maior público-alvo do estudo de línguas. Uma coisa, no entanto, é importante: verifique sempre se a sua gramática possui exemplo para as explicações que dá. Exemplos são essenciais, pois colocam em um contexto aquilo que você queria saber. Quanto mais exemplos uma gramática tiver, mais rica será sua explicação, do ponto de vista prático. Entretanto, aqui vale também uma ressalva: vários didionários e gramáticas usam como corpus (exemplos) trechos de literatura que às vezes são textos antigos o suficiente para que sua aplicação prática na época atual seja bastante questionada. Se notar que é este o caso e não estiver estudando a língua só para ler textos, tente achar uma gramática que dê mais exemplos de ordem prática (situacional).
3. Material Didático: um elemento que é muito importante no material didático e que o torna especialmente importante é a progressão que o mesmo oferece durante o estudo. Assim, ao contrário do que acontece quando se estuda com material disperso, um aluno que usa um curso específico em áudio ou um livro didático terá maior noção do que já aprendeu e do que falta para alcançar seus objetivos. Justamente por esta grande variedade, essa é realmente a parte mais pesada na hora da escolha. Assim, antes de tudo, você tem que interagir com algo que te deixe à vontade. Na verdade, antes disso, você deveria pensar na questão do direcionamento, ou seja, por que está estudando isso? Para te ajudar nas leituras da faculdade? Para ler Snoopy no original? Para fazer amigos no exterior? Para se promover na empresa? Isso tudo faz diferença, já que existem muitos métodos direcionados a objetivos específicos, como apenas leitura, apenas frases de sobrevivência para saber se comunicar basicamente em uma viagem, apenas comunicação sem nenhuma escrita, além de várias outras abordagens de caráter ideológico, como: mais situacional, mais gramatical… Por isto a escolha de um método sem a ajuda de um profissional é bastante problemática, já que uma escolha bem feita do tipo de material utilizado, junto com a sua consciência dos seus objetivos te economizarão bastante tempo durante seu aprendizado. A respeito do suporte material, material Se livro e caneta é o que você mais gosta, use isto. Se você prefere software, use software. Lembre-se que se sentir bem com o que está utilizando favorece seu envolvimento e, como já fora dito acima, o envolvimento é essencial. Na pior das hipóteses, faça testes com abordagens e materiais diferentes até decidir qual te envolve mais. Afinal de contas não é difícil conseguir a maioria deles em sites de download, embora muitas empresas disponibilizem samples online, como material de demonstração.
4. Material complementar: E o que seria isso? É um material que te ajuda no seu estudo e que variará tanto de pessoa a pessoa que pode ir de vários apetrechos a nada. Por isso, neste caso, darei o meu exemplo. No meu caso, um caderno é essencial. Nele escrevo minhas dúvidas, palavras que não sabia direito ou que acabei de aprender, para depois relembrá-las, escrevo exemplos de usos de palavras que encontrei e que poderia esquecer depois. Além disso, organizo listas de vocabulário e sempre que consigo faço flash-cards. Ambos são uma ferramenta importante para aprender vocabulário, principalmente se você mesmo os fizer, já que a sua interação com o material já começará na sua produção. Flash cards podem ser usados de várias formas, como um simples jogo da memória, como cartas onde você vê uma face e deve deduzir o que está na outra, ou até como cartas de baralho em jogos que podem ser criados para serem jogados a dois ou mais pessoas. O que vale é a sua imaginação na hora de utilizar.
5. Material extra: Antes de tudo, é importante lembrar que este é realmente um elemento extra, já que não consta nem mesmo na relação que havia feito acima, por isso não tenho certeza se o melhor seria deixá-lo como ítem 5, ou como algo a parte. Ao contrário do que alguns podem pensar, material extra não é o complementar. Isso porque extra significa que poderia ser omitido, embora também sempre possa ajudar. Neste aspecto, Podemos nos voltar a muito material. Podcasts são uma rica fonte que pode ser encontrada na internet. Eles são muitas vezes gratuitos e cobrem assuntos diversos, como temas do quotidiano para ajudar na conversação, vocabulário ou explicações gramaticais. Infelizmente não conhecço Podcast sobre língua inglêsa em Português, o que dificulta um pouco o uso deste material por quem está começando. Além disso, exercícios, jogos, charges, quadrinhos e várias outras formas de contato podem ser encontradas na internet hoje em dia. A melhor opção é você tentar procurar algo que já te agrade.
Como última dica, vale pedir que vocês, como alunos, tenham paciência: com os professores, com os materiais e principalmente com vocês mesmos. Um aprendizado de qualidade é um processo complexo que demanda tempo, qualquer que seja a sua área. Por isso, tente se divertir ao máximo que puder e aproveitar suas horas de estudo, sem querer virar um super falante de Inglês da noite para o dia. Esperamos que estas dicas venham a ajudar. Contamos com os cometários a fim de esclarecer dúvidas deste post ou até mesmo para que possamos desenvolver melhor algum assunto que, pela natureza do post não pode ser mais desenvolvido aqui.
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