História e origem da Gravata

29 de novembro de 2007 » Post Anterior:

A origem da gravata data do século XVII, na França, sob o reinado de Luís XIV. Entre seus batalhões, alguns formados por mercenários, o rei empregava soldados croatas, que eram reconhecidos facilmente por um grande lenço usado ao redor do pescoço. Era o nascimento do Plastrão (gravata longa, cujas pontas se cruzam obliquamente). A palavra “gravata” é uma corruptela de “croata”.

A moda foi mais do que bem vinda, inclusive pelos cirurgiões da época que usavam colarinhos enormes. Era um alívio para eles poder operar prendendo suas golas de pontas longas com o novo laço. Logo, antes do seu modelo mais comum, a gravata surgiu como gravata borboleta, nome que vem obviamente do seu formato.

Uma curiosidade: o escritor Balzac, achava que a borboleta, além de peça do vestuário, tinha uma função importante no estado de saúde de quem a usava. Sabe-se lá por quê. Talvez por isso, exista um quadro de Manet, onde vemos uma moça nua, mas sem dispensar a gravata.

Frank Sinatra popularizou a gravata borboleta nas décadas de 40 e 50. São comuns os filmes, fotos e capas de disco onde ele aparece com uma borboleta de laço desfeito, jogada displicentemente em volta do pescoço. O mais prático da borboleta é que você nunca corre o risco de pingar molho na gravata.

Saiba tudo sobre gravatas borboletas (inclusive como dar os nós) nos sites:
http://www.tcf.ua.edu/bowtie/
http://www.shirtstore.com/acc/tie_bow.htm

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Categoria: Curiosidades » História e origem da Gravata

3 Comentários | Adicionar comentário

  • 1. Rafael B.  |  9/02/08

    Bem, meu pai é alfaiate, portanto, um entusiasta da gravata e de seu uso.

    Mas, na prática, ela só se faz necessária em “ambientes estritamente formais”. E aí, é inútil como a maioria das formalidades o são. Quase um acessório burocrático. Inútil, mas você não consegue o guia azul se não preencher o formulário amarelo. E a gravata é o formulário amarelo, mesmo que ela seja cinza.

    Contudo, quando se quer passar uma imagem justamente de formalidade, nada mais adequado do que a exigência de gravata, que uso RARAMENTE, mesmo em casamentos, preferencialmente realizados no verão por aqui.

    Numa coluna da revista veja com um etezinho que perguntava sobre hábitos humanos, surgiu um dia o assunto gravata.. A condução da conversa chegava nessa conclusão:

    - A gravata indica o poder de quem a usa, que se realmente o tivesse, poderia não usá-la.

    Não me incomoda tanto assim o uso de gravata já que, na maioria das vezes, os locais onde se é preciso estar engravatado são climatizados. E o calor não muda muito por você ter um botão na altura do pescoço… Pelo contrário, aliás. Com o tecido certo, quanto mais coberto, mais “fresquinho”.

  • 2. Milton Adones Vieira  |  12/02/08

    “Bom, se Luiz IV usava um lenço no pescoço de seus soldados, mercenários e croatas, nada contra esse povo de onde surgiu o nome: gravata, não me surprendo se hoje ela é um aderesso quase que obrigatório aos colarinhos brancos, socialaites, vigaristas, políticos – até os corruptos, etc. Infelismente até nas igrejas evangélicas sérias como a que pertenso: AD, a gravata é indispensável. Em algumas dessas ig. as mulheres são severamente proibidas de usar enfeites ou algum tipo de vestuários; porém, os homens não podem atuar sem esse “enfeite” chamado de gravata. Isso é ser social?” Se é, a sociedade de hoje é cega.
  • 3. Luiz O B Gomes  |  4/08/09

    a gravata cria a possibilidade cruel de a pessoa que dela faz uso ser vítima de esganamento por parte de terceiros. Assim, a despeito da beleza estética que lhe é atribuída, a gravata pode funcionar como objeto precipitador do crime de homicídio, por enforcamento.

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